
A presença de diastemas em crianças caracteriza-se pelo espaço ou fenda visível entre dois ou mais dentes vizinhos, manifestando-se frequentemente entre os incisivos centrais superiores. Na infância, a existência desses espaçamentos na dentição decídua é não apenas comum, mas altamente desejável para o desenvolvimento facial. Além disso, esses espaços garantem uma transição mais harmônica e funcional durante a troca para a dentição definitiva.
Diastema na dentição de leite: Um sinal positivo!
Nas fases iniciais do crescimento, a presença dos chamados “espaços fisiológicos” cumpre um papel biológico indispensável. Como os dentes permanentes apresentam volume consideravelmente maior em comparação aos dentes de leite, essas folgas naturais asseguram que haverá espaço suficiente para a erupção alinhada. Dessa forma, prevenimos quadros severos de apinhamento dental no futuro. Portanto, dentes de leite bem espaçados costumam ser motivo de tranquilidade para os pais.
Quando o espaço entre os dentes precisa de tratamento?
No entanto, nem todos os diastemas se fecham de maneira espontânea com o crescimento. Nesse sentido, a intervenção ortodôntica ou cirúrgica torna-se necessária quando o distanciamento decorre de fatores específicos:
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Freio labial hipertrófico (teto): A inserção excessivamente baixa e fibrosa do freio labial superior atua como uma barreira física. Com isso, impede a aproximação natural dos incisivos centrais;
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Presença de dente supranumerário: A retenção óssea de um mesiodens no meio da arcada bloqueia a trajetória dos dentes vizinhos. Por essa razão, os dentes não conseguem se unir;
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Hábitos deletérios prolongados: O uso excessivo de chupeta, a sucção de dedo ou a respiração bucal associada à postura inadequada de língua empurram a arcada para a frente;
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Agenesia dental (ausência congênita): A falta de formação de algum dente vizinho gera sobras indesejadas de espaço na arcada. Consequentemente, os outros dentes sofrem desvios de posição.

Tratamentos disponíveis na Dentista Legal para Diastemas em crianças
O planejamento terapêutico depende diretamente da etiologia do problema e da idade do paciente. Assim, as condutas clínicas mais indicadas incluem:
1. Ortodontia Preventiva e Interceptativa
Utilizamos aparelhos ortodônticos e ortopédicos sob medida para redirecionar o crescimento ósseo e guiar os dentes permanentes para suas posições corretas. Dessa maneira, simplificamos ou até evitamos tratamentos mais complexos na adolescência.
2. Frenectomia Labial Minimamente Invasiva
Quando o freio labial é o responsável pelo espaço, realizamos a correção cirúrgica delicada da inserção tecidual. Geralmente, a cirurgia é planejada no momento ortodôntico adequado para garantir estabilidade a longo prazo.
3. Restaurações Estéticas e Harmonização
Em pacientes mais velhos ou adolescentes com discrepâncias anatômicas, pequenos acréscimos em resina composta, associados à microabrasão dentária quando há alterações de esmalte, devolvem a harmonia do sorriso.
Perguntas Frequentes sobre Espaços nos Dentes – Diastemas em crianças
O diastema infantil precisa de tratamento ortodôntico imediato?
Na grande maioria dos casos infantis, não é necessário nenhum tratamento precoce. Como os ossos da face e os arcos dentários ainda estão em pleno crescimento, o dentista costuma adotar uma postura de acompanhamento periódico (observação clínica associada a radiografias). Intervenções ortodônticas ou cirúrgicas (como a remoção do freio labial) só são indicadas se houver comprovação de que o espaço não fechará naturalmente ou se houver prejuízo funcional e estético severo após a troca completa dos dentes.
Como saber se o freio labial (frênulo) está causando o diastema?
O dentista faz um teste clínico simples no consultório, conhecido como teste de isometria. Ao tracionar levemente o lábio superior da criança para cima, se for possível observar a gengiva entre os dois dentes dentes esbranquiçar (ficar pálida por falta momentânea de sangue), isso indica que o freio é muito fibroso, curto ou tem uma inserção baixa, exigindo monitoramento ou uma futura cirurgia simples (frenectomia).
O uso prolongado de chupeta ou mamadeira pode abrir espaço nos dentes?
Sim, e esse é um dos fatores ambientais mais comuns. O hábito prolongado de chupar chupeta, mamadeira ou o dedo cria uma pressão mecânica constante. Isso costuma projetar os dentes da frente para a frente (vestibuloversão), criando ou aumentando significativamente o espaço (diastema) entre eles, além de alterar a mordida.
Diastemas nos dentes de leite se fecham sozinhos quando os permanentes nascem?
Nem sempre. Se os espaços entre os dentes de leite (chamados de espaços primatas ou fisiológicos) forem muito amplos ou se houver perda precoce de algum dente vizinho por cárie ou trauma, o espaço pode persistir. Contudo, os pequenos espaços naturais entre os dentes de leite costumam ser substituídos pelo encaixe dos dentes permanentes maiores, embora alguns casos precisem de correção ortodôntica na adolescência.
A respiração bucal pode influenciar no aparecimento de espaços?
Sim. Crianças que respiram predominantemente pela boca (devido a amígdalas grandes, rinite alérgica ou adenoide) costumam manter a boca aberta e a língua posicionada incorretamente (embaixo ou entre os dentes). Sem a pressão natural da língua contra o céu da boca para moldar a arcada superior, o arco tende a ficar mais estreito e os dentes podem se desalinhar ou abrir espaços.
